"A primeira vez que a vi foi em um sonho. Era tão real que me sentia ser ela"
Dia 1
Em meio ao caos de uma pandemia, estava enfim voltando para casa depois de longas viagens a trabalho.
Mesmo distante da família, me sentia confortável, pois iria dormir na minha cama.
Não havia estocado comida ou papel higiênico, simplesmente sentia que nada iria realmente parar. Enganada por sentimentos confusos, pois não entendia que o que realmente iria parar seria a sanidade.
Ideias em voltar a escrever sobre história do sonho ainda estavam forte em minha mente, mesmo após 5 anos.
Aqueles devaneios bêbados que tinha na antiga casa na penumbra entre cigarros e cervejas, haviam sumido para o trabalho e a idade. Jovem demais para ser considerada coroa, velha demais para ser considerada jovem, uma balzaquiana invisível.
Neste dia eu bebi, assisti uma live qualquer, postei palavras bêbadas nas redes sociais e apaguei no sofá. Ainda não tinha conhecido o abismo, uma tola.
Maria Marx

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