"O desconhecido além dos olhos, tornam a me seguir"
A Janela
Lôlo havia chegado do trabalho na noite anterior, passado apenas a noite como de costume. Seria mais um fim de semana sozinha.
Na varanda estava olhando ele tirar o carro e ir embora. Os dias estavam mais quentes e as plantas mais mortas, mas na tal varanda as plantas estavam bem verdes quase que artificiais de tão brilhantes, a cortina não estava fechada desta vez, mas não havia ninguém a vista.
O telefone com um número desconhecido toca. A pessoa se identifica como o Porteiro do condomínio em frente ao meu, pergunta o meu nome e confirma que tinha uma encomenda em meu nome e o telefone constava no pacote, disse foi entregue por engano e se eu poderia ir lá buscar.
Coloco a máscara e vou ao condomínio, o porteiro informa que aconteceu uma confusão, que o entregador não tinha culpa. Pede desculpa e me entrega a encomenda, percebo que era um livro que havia comprado a um bom tempo de espera.
Na saída ele ainda se desculpa e diz "É que aqui mora uma pessoa com o nome igual ao seu e no 13 andar". Eu fico surpresa e solto um sorriso. No caminho para casa, a cabeça flutua e dói. Seria a mesma pessoa da varanda? Continuava tola, continuava a deixar as cortinas abertas.
Maria Marx
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